Tragédia ao vivo: Sem Cabrini, Carolina Ferraz e Eduardo Ribeiro anunciam morte de Jaguar e comovem o Brasil

O Domingo Espetacular deste domingo (24) começou com um clima diferente. Roberto Cabrini, que costuma dividir a bancada da Record com Carolina Ferraz, não estava presente. No comando, ao lado da atriz e apresentadora, ficou Eduardo Ribeiro.

Coube a eles, em um momento carregado de emoção, anunciar uma notícia que pegou o país de surpresa e deixou milhões de brasileiros com lágrimas nos olhos: a morte de Jaguar, um dos maiores cartunistas da história do Brasil.

“Ele estava internado com pneumonia em um hospital no Rio de Janeiro”, disse Eduardo Ribeiro, com a voz embargada. A informação caiu como uma bomba entre os telespectadores que acompanhavam o programa.

O adeus a um mestre do traço e da irreverência

Segundo boletim médico, Jaguar encontrava-se em cuidados paliativos nos últimos dias, após complicações do quadro. O velório está acontecendo no Memorial do Carmo, na zona norte carioca, seguido da cremação.

A despedida deve reunir familiares, colegas de profissão, artistas, jornalistas e admiradores que viram, ao longo de décadas, o cartunista transformar o humor gráfico em arma contra a hipocrisia e a opressão.

Quem foi Jaguar?

Nascido em 29 de fevereiro de 1932, no Rio de Janeiro, Jaguar – nome artístico que adotou nos anos 60, a partir de uma sugestão do amigo Borjalo – cresceu entre Juiz de Fora (MG) e Santos (SP). Seu talento para os desenhos surgiu cedo, mas foi apenas em 1952 que publicou suas primeiras ilustrações na revista Manchete.

A consagração veio nos anos 60, quando se firmou como um dos maiores chargistas do país. Em 1969, tornou-se um dos fundadores do lendário jornal O Pasquim, que se transformou em trincheira da resistência cultural contra a ditadura militar. Com humor ácido, Jaguar expôs contradições da política e da sociedade brasileira, escrevendo seu nome para sempre na história da imprensa nacional.

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Um legado eterno

A notícia de sua morte rapidamente repercutiu nas redes sociais, com milhares de fãs lamentando a perda. Para muitos, Jaguar não era apenas um desenhista, mas um cronista do Brasil em forma de traço, que soube rir das tragédias sem nunca perder a seriedade de suas denúncias.

Um ícone do humor gráfico e da resistência cultural se foi. Mas seu legado, marcado pela irreverência e pela coragem de desafiar poderosos, seguirá inspirando gerações de cartunistas e jornalistas.

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