Após críticas ao SBT, Leonardo não fica calado e fala o que pensa sobre Zezé Di Camargo : ‘Ele sabe…’
Leonardo rompe o silêncio e expõe discordância com Zezé após polêmica política no SBT
O cantor Leonardo decidiu sair do silêncio e falar abertamente sobre uma das polêmicas mais comentadas dos últimos dias no meio artístico. Pela primeira vez, ele comentou a atitude do irmão Zezé Di Camargo, que pediu ao SBT que não exibisse o tradicional especial de Natal da música sertaneja após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos estúdios da emissora.
A decisão de Zezé caiu como uma bomba. O que antes era um programa marcado por união, tradição e clima familiar acabou se transformando em combustível para debates acalorados, ataques nas redes sociais e uma divisão clara entre fãs, artistas e até setores da política.
“Não era hora de falar isso”
Leonardo se manifestou durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, exibido nesta sexta-feira (19). Com o jeito calmo que lhe é característico, mas sem fugir da responsabilidade, o cantor deixou claro que não concordou com a postura do irmão.
Sem ataques diretos, mas também sem tentar minimizar o episódio, Leonardo foi direto ao ponto:
“Eu acho que não era hora dele falar isso, né? Ele vive do povo, assim como eu.”
A frase, curta e aparentemente simples, teve efeito imediato. Bastou ir ao ar para viralizar nas redes sociais, sendo interpretada como um recado claro sobre limites, responsabilidade e o peso da palavra pública de artistas populares.
Música, povo e política: uma mistura perigosa
A fala de Leonardo reacendeu uma discussão antiga no meio artístico: até onde vai o direito de se posicionar politicamente e onde começa o risco de afastar o próprio público? No caso da música sertaneja, esse dilema é ainda mais sensível.
Zezé e Leonardo são nomes que atravessaram gerações. Estão presentes em festas de família, casamentos, aniversários, churrascos e momentos marcantes da vida de milhões de brasileiros. Quando um artista desse porte se posiciona de forma contundente, o impacto vai muito além do palco.
Durante a entrevista, Leonardo deixou claro — ainda que de forma indireta — que sempre optou por manter distância de disputas partidárias. Não por falta de opinião, mas por entender que a música sertaneja não pertence a um lado político, e sim ao povo como um todo.
Público diverso, risco real
Segundo o cantor, o público sertanejo é plural: há eleitores de esquerda, de direita, pessoas desinteressadas em política e outras que apenas querem ouvir música e esquecer, nem que seja por alguns minutos, dos problemas do país.
Na visão de Leonardo, quando um artista se envolve em boicotes ou manifestações políticas mais duras, o risco é romper esse elo silencioso, construído ao longo de décadas com um público que sempre esteve ali, comprando ingressos, discos e lotando shows.
Um país dividido e o peso das escolhas
Leonardo também fez um alerta sobre o momento atual do Brasil, marcado por polarização extrema, discursos inflamados e pouca disposição ao diálogo. Para ele, atitudes tomadas no calor do momento podem gerar consequências duradouras, tanto na carreira quanto na relação com o público.
Sem citar diretamente o irmão novamente, o cantor deixou no ar uma reflexão poderosa: nem toda opinião precisa ser transformada em ato público, especialmente quando envolve símbolos tão tradicionais quanto um especial de Natal.
Quando o silêncio fala mais alto
A polêmica envolvendo o SBT, Lula e o especial sertanejo mostrou, mais uma vez, como qualquer gesto ganha contornos gigantescos no Brasil atual. E a postura de Leonardo acabou se destacando como um contraponto raro: o da cautela, da consciência e do respeito à diversidade do público.
Em tempos de barulho constante, a mensagem foi clara — às vezes, o silêncio ou a ponderação dizem muito mais do que um posicionamento feito no impulso.
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