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Escândalo nos EUA: casal é condenado após maus-tratos a quase 200 corpos em funerária no Colorado

Um dos casos mais perturbadores já registrados no setor funerário dos Estados Unidos veio à tona no Colorado e chocou o país. Jon e Carie Hallford, proprietários de uma funerária que operava sob a promessa de oferecer um método sustentável de destinação de restos mortais, admitiram ter cometido abusos envolvendo ao menos 190 corpos humanos.

O casal se declarou culpado após uma investigação extensa revelar irregularidades graves na empresa, que funcionava sob a fachada de um serviço de “compostagem humana”, técnica legal em alguns estados americanos e voltada à decomposição ecológica de corpos. Na prática, porém, as autoridades descobriram que os restos mortais não recebiam nenhum tratamento adequado e eram armazenados em condições totalmente incompatíveis com a legislação e a dignidade humana.

A investigação teve início em outubro de 2023, quando moradores vizinhos à propriedade denunciaram à polícia um odor extremamente forte e persistente, considerado insuportável. Ao chegarem ao local, os agentes se depararam com uma cena descrita como chocante: dezenas de corpos empilhados e armazenados de forma improvisada, alguns em avançado estado de decomposição.

De acordo com os registros apurados, havia corpos no local com datas de falecimento que remontavam a 2019, indicando que os serviços pagos pelas famílias jamais foram executados conforme prometido. Em muitos casos, parentes acreditavam que seus entes queridos haviam sido cremados ou submetidos ao processo ecológico contratado, quando, na realidade, os corpos permaneciam abandonados.

As autoridades apontam que o casal teria continuado cobrando pelos serviços funerários enquanto acumulava os restos mortais no imóvel, enganando famílias e violando leis estaduais e federais. O caso gerou comoção nacional e levou a uma série de questionamentos sobre a fiscalização de funerárias e empresas que oferecem métodos alternativos de sepultamento.

Além das acusações criminais, o episódio deixou centenas de famílias em estado de choque e sofrimento psicológico, ao descobrirem que os rituais finais de despedida de seus entes queridos nunca ocorreram como acreditavam. Especialistas destacam que o impacto emocional desses crimes pode durar anos.

O caso segue sendo tratado como um dos maiores escândalos funerários da história recente dos Estados Unidos e reacendeu o debate sobre regulamentação, ética e responsabilidade no setor de serviços mortuários.

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