Dentista é vítima de importunação sexual por paciente em Igarapé, na Grande BH;
Um ato repulsivo chocou os profissionais da saúde e a população de Igarapé, na Grande Belo Horizonte, nesta terça-feira (8). Durante um atendimento odontológico de rotina, uma dentista de 35 anos foi vítima de importunação sexual dentro do próprio consultório.
O suspeito, Rames Ossen Ali Júnior, de 43 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar logo após o crime.
Segundo o boletim de ocorrência, o homem chegou à clínica, pagou pelo serviço normalmente e entrou na sala de atendimento. Mas, minutos depois, o que era uma consulta profissional se transformou em um pesadelo.
A dentista contou que o comportamento do paciente mudou subitamente. Ele tentou puxar a máscara cirúrgica dela, insistindo em uma aproximação invasiva. Logo em seguida, a profissional percebeu que ele estava com as partes íntimas expostas, em uma clara e chocante tentativa de abuso.
Desesperada, a dentista saiu correndo do consultório e pediu ajuda à equipe da clínica, que imediatamente acionou a polícia.
Rames, que é comerciante em uma drogaria da cidade, ainda estava no local quando a Polícia Militar chegou. Ele afirmou não se lembrar de nada, alegando que uma medicação para ansiedade teria causado um “apagão”.
Apesar da justificativa, os policiais realizaram a prisão em flagrante e ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde teve a prisão confirmada por importunação sexual. O suspeito já se encontra recolhido no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves.
Em nota oficial, a clínica onde o crime ocorreu repudiou veementemente o ato, reforçando seu compromisso com a segurança, dignidade e integridade de todos os seus profissionais e pacientes.
“Tomamos todas as medidas cabíveis imediatamente: acionamos a polícia, registramos o boletim de ocorrência e envolvemos nosso departamento jurídico. A vítima está sendo amparada”, informou a instituição em suas redes sociais.
A Polícia Civil instaurou inquérito e segue investigando o caso. O Ministério Público deverá acompanhar o processo, e o caso poderá servir como exemplo na luta contra abusos em ambientes profissionais, especialmente na área da saúde.
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