Em estado grave, Bolsonaro é internado às pressas em hospital de Brasília; entenda
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado nesta quarta-feira, dia 24 de dezembro, bem na véspera do Natal, para realizar um procedimento cirúrgico já programado. Segundo informações oficiais, ele dará entrada no hospital para, no dia seguinte, passar por uma cirurgia eletiva de hérnia inguinal bilateral. A autorização para o procedimento partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha as medidas impostas ao ex-chefe do Executivo.
A liberação aconteceu depois de uma avaliação médica feita por peritos da Polícia Federal. O laudo apontou que a cirurgia é necessária para evitar um possível agravamento do quadro de saúde de Bolsonaro. Não se trata, porém, de uma situação de emergência, como muita gente chegou a especular nas redes sociais nas últimas horas. Mesmo assim, o caso chamou atenção, até porque envolve política, Justiça e saúde — uma mistura que sempre gera debate.
Mas afinal, o que é essa tal de hérnia inguinal bilateral que Bolsonaro vai tratar? Em termos simples, a hérnia inguinal ocorre quando parte de um tecido interno do abdômen acaba “escapando” por um ponto mais frágil da musculatura abdominal, formando um tipo de inchaço na região da virilha. Quando isso acontece dos dois lados do corpo, o quadro recebe o nome de bilateral.
Esse problema é mais comum do que parece, principalmente em homens, e pode causar dor, desconforto ou apenas uma sensação estranha ao se movimentar, tossir ou fazer esforço físico. Tem casos, inclusive, em que a pessoa convive com a hérnia sem sentir quase nada, o que pode dar uma falsa sensação de que está tudo bem. Ainda assim, médicos costumam recomendar a correção cirúrgica para evitar complicações futuras.
No relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Federal deixou claro que não há indicação de urgência ou emergência no caso do ex-presidente. Ou seja, a cirurgia já vinha sendo avaliada e foi marcada de forma planejada. Mesmo assim, por conta do contexto judicial em que Bolsonaro se encontra, qualquer deslocamento ou internação precisa de aval do STF.
Outro ponto que chamou atenção no parecer médico foi a menção aos soluços persistentes enfrentados por Bolsonaro, uma queixa antiga e que já virou até assunto de bastidores em Brasília. De acordo com a PF, os soluços têm causado impacto clínico relevante e, por isso, os médicos avaliaram que um procedimento específico pode ser necessário.
Trata-se do chamado bloqueio do nervo frênico. Esse nervo é responsável por controlar o diafragma, músculo essencial para a respiração. Quando ele é temporariamente bloqueado, a atividade que causa os soluços tende a diminuir ou cessar. O procedimento é feito com anestesia local e, geralmente, guiado por ultrassom, para garantir mais precisão.
Vale destacar que esse tipo de intervenção só é indicado quando os tratamentos mais comuns não funcionam, como medicamentos ou mudanças simples na rotina. No caso de Bolsonaro, os peritos entenderam que a medida é tecnicamente adequada e deve ser realizada o quanto antes, justamente para melhorar o bem-estar do paciente.
Enquanto isso, aliados do ex-presidente acompanham a internação com atenção, especialmente em um período do ano em que Brasília costuma estar mais vazia por causa do recesso e das festas de fim de ano. Nas redes sociais, apoiadores e críticos já comentam o assunto, como quase tudo que envolve o nome de Bolsonaro atualmente.
Agora, resta aguardar a recuperação e os próximos boletins médicos. Em meio a um cenário político ainda tenso e cheio de capítulos em aberto, até uma cirurgia acaba virando notícia nacional. E, gostem ou não, Bolsonaro segue sendo um personagem central do noticiário brasileiro.
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