“Impeachment de Alexandre de Moraes é questão de tempo”, diz vice-líder da oposição

A cena política brasileira ganhou novos desdobramentos nesta semana após o deputado federal Sanderson (PL-RS), vice-líder do Partido Liberal, protocolar uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) solicitando a apuração de condutas atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O pedido foi encaminhado ao corregedor-nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, e tem como base reportagens que mencionam supostas interações entre Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo o parlamentar, as informações divulgadas levantam questionamentos que, em sua avaliação, precisam ser analisados pelas instâncias competentes.

Sanderson afirmou que a iniciativa não representa um julgamento prévio, mas um pedido formal para que os fatos sejam esclarecidos dentro dos parâmetros legais. No documento enviado ao CNJ, o deputado destaca o papel constitucional do Conselho de zelar pelo funcionamento do Judiciário e pela observância de princípios como legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa.

De acordo com o parlamentar, quando surgem relatos públicos envolvendo autoridades de alto escalão, a apuração institucional é fundamental para preservar a confiança da sociedade nas instituições. Ele sustenta que a medida busca fortalecer o Estado Democrático de Direito, e não enfraquecer qualquer Poder da República.

O caso ganha relevância em meio ao contexto político e econômico atual, já que STF e Banco Central exercem funções estratégicas, com decisões de grande impacto nacional. Especialistas em direito constitucional apontam que a transparência é elemento essencial para a estabilidade democrática, especialmente em cenários de forte polarização.

Até o momento, Alexandre de Moraes e Gabriel Galípolo não se manifestaram oficialmente sobre a representação. O CNJ informou que seguirá seus trâmites internos, que incluem análise preliminar da documentação e eventual decisão sobre a abertura de procedimento, sempre respeitando o direito à ampla defesa e ao contraditório.

A iniciativa repercutiu no meio político. Aliados de Sanderson afirmam que a ação demonstra compromisso com a fiscalização dos atos públicos. Já críticos defendem cautela para evitar a politização excessiva dos órgãos de controle.

O episódio reforça o papel do CNJ como instância de controle e aperfeiçoamento do Judiciário e reacende o debate sobre os freios e contrapesos entre os Poderes. Para a sociedade, o acompanhamento desses processos contribui para maior compreensão do funcionamento das instituições e para o fortalecimento da confiança no sistema democrático.

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