Lembra da mulher que queimou a Bíblia e humilhou a filha de Bruno Gagliasso? Veja como ela está agora

Day McCarthy, cujo nome real é Dayane Alcântara Couto de Andrade, emergiu como uma figura controversa nas redes sociais brasileiras no final da década de 2010. Nascida no Espírito Santo, a socialite se autodenominava uma influenciadora digital e escritora, com supostos quatro livros publicados e uma vida de ostentação entre os Estados Unidos e a Europa. Casada com um empresário americano da família McCarthy, dona de uma construtora, ela construiu uma imagem de luxo e “sinceridade brutal”, mas logo se tornou sinônimo de polêmicas por suas postagens ofensivas contra celebridades. Sua ascensão nas redes foi marcada por vídeos e stories que misturavam fofocas, acusações infundadas e preconceitos explícitos, atraindo tanto seguidores quanto uma onda de repúdio generalizado.

A polêmica que catapultou Day para o centro das atenções ocorreu em novembro de 2017, quando ela publicou um vídeo no Instagram atacando Chissomo, conhecida como Titi, a filha adotiva de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. Com apenas quatro anos na época, a criança foi chamada de “macaca” e alvo de comentários racistas sobre sua aparência, cabelo e traços étnicos, questionando até a adoção por pais brancos. O vídeo viralizou, gerando indignação nacional e denúncias criminais. Não foi um incidente isolado: Day já havia comparado Rafa Justus, filha de Ticiane Pinheiro e Roberto Justus, ao boneco assassino Chucky, insinuando separação na maternidade, e ofendido o filho de Ana Hickmann como “horroroso e magrelo nojento”. Essas agressões a crianças famosas revelavam um padrão de ataques pessoais e discriminatórios.

Além das ofensas racistas, o histórico de Day McCarthy é repleto de acusações graves e infundadas contra adultos do showbiz. Em 2017, ela ameaçou divulgar um vídeo de Anitta cheirando cocaína, alegando tê-lo filmado acidentalmente, e acusou a cantora de uso de drogas em stories que foram apagados após repercussão. Também se envolveu em briga com o colunista Leo Dias, expondo seu número de telefone pessoal, e insinuou que Giovanna Ewbank lavava dinheiro para facções criminosas de São Paulo. Relatos da época apontam para um passado turbulento nos EUA, incluindo uma prisão por prostituição aos 22 anos, e expulsões de colégios no Brasil por indisciplina. Sua defesa sempre alegou “sinceridade”, mas as postagens acumulavam processos por injúria, difamação e racismo, transformando-a em símbolo de ódio online.

Em agosto de 2024, a Justiça do Rio de Janeiro condenou Day a oito anos, nove meses e 13 dias de prisão em regime fechado por racismo e injúria racial contra Titi – a pena mais severa já aplicada no Brasil para esse tipo de crime. O juiz qualificou as ofensas como “absolutamente abomináveis”, destacando o impacto na vítima e na família. Inicialmente radicada no Canadá e nos EUA, Day foi citada por edital, pois não foi localizada, e confessou o crime em entrevista ao SBT em 2017. Em fevereiro do mesmo ano, ela já havia sido obrigada a pagar R$ 180 mil em danos morais ao casal. A sentença gerou debates sobre accountability digital, com o casal Gagliasso-Ewbank celebrando a vitória como um marco contra o racismo, apesar do longo processo iniciado em 2021.

Por onde anda Day McCarthy hoje? Após a condenação, ela se tornou uma “fugitiva” da Justiça brasileira, mudando-se para a Europa. Em dezembro de 2024, foi vista em Paris, onde concedeu entrevista ao The Washington Post afirmando que não se entregaria às autoridades. Em junho de 2025, recebeu ultimato para pagar mais de R$ 500 mil em indenização a Gagliasso e Ewbank em três dias, sob pena de penhora de bens – valor corrigido que ela não quitou, levando a buscas por ativos. Em agosto de 2025, revelou que o Brasil solicitou sua extradição via Interpol (Red Notice), mas seu advogado na Alemanha protocolou pedido de anulação. Relatos indicam que ela transitou pela Bélgica e agora reside na Alemanha, mantendo perfis discretos nas redes e evitando o Brasil, onde fãs e haters ainda debatem seu caso.

Quanto a como ela está, Day McCarthy parece resiliente em meio ao caos jurídico, mas visivelmente abalada. Em vídeos pós-condenação, circulando em agosto de 2024, ela implorou publicamente por clemência, dizendo ter “mudado”, “pedido perdão a Deus” e sido “ressuscitada” após anos de excessos. Afirmou pagar pelos erros e buscar uma nova vida, mas continuou a polemizar, acusando o sistema de perseguição e defendendo suas “opiniões sinceras”. Seus advogados, como Gil Ortuzal, que temporariamente abandonou o caso após uma audiência tensa onde ela xingou participantes, voltaram para apelar da sentença. Aos 36 anos, isolada na Europa, Day ostenta uma rotina de viagens e posts esporádicos, mas o peso da Red Notice e da dívida milionária sugere uma existência precária, longe do glamour que um dia proclamou. Seu caso continua a ecoar como alerta sobre os limites da liberdade de expressão no Brasil.

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