Michelle revela sintomas preocupantes de Bolsonaro
A saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao centro das atenções nesta sexta-feira após uma manifestação pública da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em uma publicação nas redes sociais, ela relatou que Bolsonaro tem apresentado episódios de tontura e perda de equilíbrio ao se levantar, situação que, segundo ela, estaria relacionada aos medicamentos em uso. A declaração veio poucos dias depois de um incidente ocorrido no local onde o ex-presidente cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
De acordo com Michelle, a informação sobre o estado de saúde foi repassada pelo advogado de Bolsonaro. Ela afirmou que, mesmo diante dos sintomas, o ex-presidente permanece trancado no quarto onde está detido. A fala gerou repercussão imediata e reacendeu discussões sobre as condições do cumprimento da pena e os cuidados médicos oferecidos.
O episódio mais recente que motivou preocupação aconteceu na última terça-feira, quando Bolsonaro caiu da cama. Na ocasião, ele sofreu um traumatismo craniano considerado leve, sem comprometimento interno, conforme informou o médico Brasil Ramos Caiado. Apesar de o quadro não ter sido classificado como grave, o episódio acendeu um alerta entre aliados e familiares.
Michelle também demonstrou apreensão em relação à possibilidade de uma nova queda. Segundo ela, anteriormente, quando a segurança do local era feita exclusivamente pela Polícia Federal, a porta permanecia aberta, o que permitiria uma resposta mais rápida em caso de emergência. Com a entrada da Polícia Penal Federal na rotina de custódia, essa dinâmica teria mudado. “O medo é real: ele pode cair novamente e ninguém ouvir”, escreveu, em tom de preocupação.
A publicação destacou ainda que, na avaliação dela, as autoridades responsáveis estariam cientes dos riscos à saúde do ex-presidente. Michelle afirmou que a integridade física de Bolsonaro é responsabilidade do Estado, sobretudo diante de um cenário em que ele permanece 24 horas em um ambiente fechado. A declaração dividiu opiniões e foi amplamente compartilhada, tanto por apoiadores quanto por críticos.
Nos bastidores políticos, o tema rapidamente ganhou contornos mais amplos. Parlamentares aliados passaram a cobrar esclarecimentos sobre as condições médicas e estruturais do local de detenção, enquanto especialistas em direito penal lembraram que pessoas sob custódia do Estado devem ter garantido o acesso à saúde e à assistência adequada, independentemente de posicionamentos políticos.
Ao mesmo tempo, setores da sociedade argumentam que o cumprimento da pena segue os protocolos previstos e que eventuais ajustes devem ser tratados dentro dos canais institucionais. O debate, como tem sido comum em temas envolvendo o ex-presidente, extrapolou a esfera técnica e alcançou o campo emocional e político.
Nas redes sociais, a repercussão foi intensa. Houve manifestações de solidariedade, pedidos de revisão das condições de custódia e, por outro lado, comentários defendendo o rigor no cumprimento das decisões judiciais. Em meio a isso, a questão da saúde voltou a ocupar espaço relevante no noticiário.
Enquanto não há novos boletins médicos detalhados, o assunto segue acompanhado de perto por aliados, familiares e autoridades. O episódio evidencia como a situação de Jair Bolsonaro continua sendo um ponto sensível no cenário nacional, misturando questões de saúde, segurança, direito e política, em um contexto que permanece sob forte atenção pública.
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