Tragédia em São Gonçalo dos Campos: jovem de 22 anos é morto a tiros em cavalgada após discussão banal

Um sábado que deveria ser de festa e celebração terminou em sangue, dor e revolta em São Gonçalo dos Campos, no interior da Bahia. O jovem Mailson Borges Lopes, de apenas 22 anos, foi brutalmente assassinado a tiros durante uma cavalgada — evento que ele tanto amava e frequentava com entusiasmo.

Mailson trabalhava em uma empresa de construção de pias e havia acabado de conquistar um sonho: sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo familiares, estava cheio de planos, prestes a completar 23 anos no dia 6 de setembro. O pai, Marivaldo Lopes, descreveu o filho como “um rapaz de boa índole, alegre, trabalhador e apaixonado por cavalos e pelos amigos”.

Do sonho ao pesadelo: os minutos de horror

De acordo com a Polícia Militar, o crime teria começado com um desentendimento fútil. Mailson estava em um churrasquinho na festa com um amigo quando um homem derrubou a cadeira ao lado. O gesto desencadeou uma discussão. Para defender o colega, o jovem interveio — mas não imaginava que a reação seria fatal.

O agressor saiu do local, voltou armado e disparou contra Mailson, que caiu sem chances de defesa. O pai chegou ao local pouco depois e encontrou a cena que jamais esquecerá: o corpo do filho estendido no chão, coberto por um lençol branco.

“Ele tinha acabado de tirar a carteira de motorista, estava feliz. Ele não merecia isso. Quero justiça pela morte do meu filho e por todos os crimes que esse homem já cometeu”, desabafou Marivaldo, tomado pela dor.

Dor coletiva e revolta pela impunidade

O sepultamento, realizado no domingo (24), reuniu dezenas de familiares, amigos e moradores da região. O clima era de comoção e revolta. Todos lembravam de Mailson como um jovem alegre, sonhador e apaixonado pela vida.

A Polícia Civil investiga o caso e já trabalha com informações sobre a autoria do crime. O suspeito segue sendo procurado, enquanto a comunidade exige respostas rápidas e punição exemplar.

Violência em eventos públicos: um alerta urgente

O episódio escancara mais uma vez a realidade dura da violência em espaços que deveriam ser de lazer e união. Uma cavalgada — símbolo da cultura e tradição da cidade — foi manchada pela brutalidade de um crime covarde.

A tragédia reacende o debate sobre a falta de segurança em festas comunitárias e sobre como discussões banais podem escalar para o pior desfecho possível quando armas estão ao alcance.

Mailson não era apenas mais um número nas estatísticas da violência: ele era filho, amigo, trabalhador, um jovem cheio de sonhos que foram interrompidos de maneira cruel. Agora, a família e a cidade lutam para que sua morte não caia no esquecimento.

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