Uso de tornozeleira por Bolsonaro: entenda os motivos da decisão judicial…VEJA MAIS

O cerco se fechou. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi atingido por mais uma ofensiva da Polícia Federal, na última sexta-feira (18/7), em uma operação determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs medidas duríssimas contra ele — incluindo o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.

A decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, não apenas determina o monitoramento 24 horas, mas também restringe a liberdade de Bolsonaro com recolhimento domiciliar noturno (das 19h às 7h em dias úteis) e prisão domiciliar integral nos fins de semana. A justificativa: risco concreto de fuga e tentativa de obstrução das investigações.

Como se não bastasse, Bolsonaro está agora proibido de acessar redes sociais, conversar com diplomatas e até mesmo com o próprio filho, Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos e também está sendo investigado.

A medida ocorre após um pedido explosivo da Procuradoria-Geral da República (PGR), que afirma haver provas contundentes de que Bolsonaro e aliados estavam no comando de um plano golpista, com o objetivo de derrubar o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse de Lula.

Segundo a PGR, Bolsonaro integrava o “núcleo central da tentativa de ruptura institucional“, ao lado de ex-ministros e militares de alta patente. A denúncia foi reforçada por Moraes, que citou “atos executórios” e “confissões claras” do ex-presidente e de Eduardo Bolsonaro, associando-os a crimes gravíssimos, como:

  • Obstrução de Justiça
  • Coação no curso do processo
  • Atentado contra a soberania nacional

Se condenado, Bolsonaro pode enfrentar uma pena de até 43 anos de prisão, somando os crimes apontados. O país assiste a um capítulo histórico, onde um ex-chefe de Estado se vê cercado por acusações de traição à democracia e conspiração contra a República.

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