💔 TRAGÉDIA EM REALENGO: Bebê de 8 meses morre sozinha em casa enquanto mãe vai a baile funk – menino de 5 anos era o único “responsável”
O amanhecer em Realengo, Zona Oeste do Rio, foi marcado por uma cena que moradores descrevem como “de cortar o coração e revoltar qualquer pessoa”. Uma bebê de apenas 8 meses perdeu a vida de forma brutal e solitária, enquanto sua mãe, Vanuza Moura, 23 anos, se divertia em um baile funk. O único “responsável” pela criança durante a madrugada era o irmão de apenas 5 anos.
De acordo com a 34ª DP (Bangu), Vanuza saiu de casa ainda de madrugada, levando consigo apenas a chave do portão e a promessa de “voltar rápido”. Antes de sair, deixou uma mamadeira preparada e a ordem para que o menino alimentasse a irmã se ela chorasse. Trancados em um imóvel descrito pela polícia como “insalubre e perigoso”, os irmãos passaram horas sozinhos.
Quando a mãe retornou, por volta das 8h30, a tragédia já havia acontecido: a bebê estava desacordada, fria e sem sinais vitais. Desesperada, Vanuza correu para a UPA de Magalhães Bastos, mas os médicos apenas confirmaram a morte. O que deveria ser um domingo comum se transformou em um dia de luto e indignação.
A PRISÃO E O CENÁRIO CHOCANTE
Policiais prenderam Vanuza em flagrante ainda na unidade de saúde. Ao irem até a casa, encontraram paredes sujas, roupas rasgadas espalhadas pelo chão e nenhum cuidado básico para crianças. Não havia berço seguro, brinquedos adequados, nem higiene mínima.
Vizinhos afirmaram que essa não foi a primeira vez que ela deixou os filhos sozinhos durante a noite. Segundo relatos, era comum ouvir o choro das crianças e ver luzes apagadas madrugada adentro. Dos cinco filhos que tem, apenas dois moravam com ela; os outros já estavam sob os cuidados de familiares.
O MENINO QUE VIU A IRMÃ MORRER
Agora sob proteção do Conselho Tutelar, o menino de 5 anos está traumatizado. Conselheiros descrevem que ele mal fala sobre a noite da tragédia, mas chora quando perguntam pela irmã. Especialistas alertam que o impacto emocional pode ser devastador e durar por toda a vida.
“Ele não só perdeu a irmã, como também viveu um terror que nenhuma criança deveria enfrentar. A responsabilidade que lhe foi imposta é desumana”, afirmou uma conselheira tutelar.
O SILÊNCIO QUE MATA
O caso reacendeu o debate sobre o abandono de incapaz no Brasil. Dados do Disque 100 mostram que, todos os anos, milhares de crianças sofrem negligência extrema. Especialistas reforçam que vizinhos e familiares precisam agir rápido diante de sinais de risco: “O silêncio, nesses casos, também mata”, alertou o delegado responsável.
O FUTURO DE VANUZA
Vanuza responderá por abandono de incapaz seguido de morte, crime com pena de até 12 anos de prisão. Ela aguarda audiência de custódia e, segundo a polícia, não demonstrou arrependimento imediato. O corpo da bebê passará por exames no IML para confirmar a causa da morte.
Enquanto isso, a comunidade de Realengo vive um luto misturado à revolta. Muitos moradores acreditam que a tragédia poderia ter sido evitada se denúncias anteriores tivessem sido feitas. A pequena vítima agora é lembrada como símbolo de uma dura realidade: a de que, para muitas crianças brasileiras, o maior perigo não está nas ruas, mas dentro de casa.
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