“Soluços, tensão e desabafo”: deputado revela como encontrou Bolsonaro em prisão domiciliar

A visita que ocorreu na última segunda-feira (25), na mansão de Brasília onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, deixou claro o clima de apreensão que ronda o ex-presidente às vésperas de um dos julgamentos mais importantes de sua vida. O relato do deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), vice-presidente da Câmara, trouxe detalhes que misturam preocupação com saúde, impacto emocional e bastidores políticos.

Segundo Côrtes, Bolsonaro aparenta estar em boa forma física, mas um detalhe chamou atenção durante a conversa: o ex-presidente enfrentou crises de soluço, situação que já havia sido noticiada em outros momentos de sua trajetória e que, agora, voltou a preocupar aliados.

“Ele se mantém firme, mas é impossível não perceber o quanto essa situação pesa. Está muito abalado, insiste na inocência e repete que não deveria estar preso”, relatou o parlamentar.

Julgamento decisivo no STF

O encontro acontece em meio à contagem regressiva para o julgamento marcado na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que terá início em 2 de setembro e deve se estender até o dia 12. Trata-se de um divisor de águas para o futuro político de Bolsonaro e, consequentemente, para o cenário nacional.

Segundo aliados, o ex-presidente manifestou o desejo de acompanhar as sessões presencialmente, mas o quadro de saúde — especialmente os episódios de soluço persistente — pode colocar em xeque sua participação contínua.

Preocupação crescente entre apoiadores

Nos bastidores, cresce o receio de que o desgaste físico e emocional comprometa a capacidade de Bolsonaro de sustentar uma defesa combativa diante do STF. A visita de Altineu Côrtes, além de um gesto de solidariedade pessoal, foi interpretada como tentativa de reforçar apoio político em um momento delicado.

“Esse julgamento não é apenas sobre Bolsonaro, mas sobre o futuro do país. O que for decidido terá repercussão direta na política nacional”, resumiu o deputado.

Expectativa nacional

Enquanto a defesa articula estratégias jurídicas e apoiadores tentam transmitir confiança, a tensão aumenta: qualquer sinal de fragilidade do ex-presidente pode ser explorado por adversários e influenciar a percepção pública.

A prisão domiciliar, que já é em si um fator de desgaste, agora se mistura a preocupações de saúde, crises emocionais e um julgamento que promete incendiar o debate político nas próximas semanas.

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