Lula enfrenta críticas e dispara sobre Janja: “Ela vai fazer o que quiser”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a causar polêmica ao defender, de forma contundente, a liberdade da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Durante uma coletiva no Vietnã, neste sábado (29), o petista respondeu diretamente às críticas da oposição, que questionavam a presença de Janja em Paris, em um evento oficial, mesmo sem ocupar um cargo no governo.
Com tom firme, Lula não poupou palavras:
“A mulher do presidente Lula não nasceu para ser dona de casa. Janja vai fazer o que quiser, vai falar o que quiser e vai aonde quiser. Ela é livre.”
A fala, como era de se esperar, repercutiu fortemente no cenário político e nas redes sociais. Para aliados, a declaração reforça a imagem de um presidente que valoriza a autonomia feminina e não aceita que sua esposa seja reduzida ao papel tradicional de “primeira-dama decorativa”. Já para opositores, o episódio serve como combustível para acusações de privilégios e uso da máquina pública em benefício pessoal.
A polêmica em Paris
O estopim foi a viagem de Janja a Paris, onde participou de um evento internacional. Parlamentares de oposição apontaram suposto gasto público e questionaram sua legitimidade, já que ela não ocupa um cargo institucional. A crítica se espalhou rapidamente pelas redes, sendo usada por adversários como símbolo do “luxo” e “excesso” do atual governo.
Lula, por sua vez, minimizou as acusações e deixou claro que não aceitará que Janja seja alvo de ataques políticos por simplesmente exercer um papel ativo:
“Quem vai julgar nossa história é a própria história. Não é a oposição que vai dizer o que Janja pode ou não pode fazer.”
A força simbólica de Janja
Desde que se tornou primeira-dama, Janja tem assumido um protagonismo incomum em comparação com antecessoras no cargo. Atuante em pautas sociais, ambientais e de direitos humanos, ela já esteve presente em reuniões estratégicas, encontros internacionais e debates sobre políticas públicas.
Esse protagonismo, no entanto, incomoda adversários, que a acusam de “aparecer mais do que deveria”. A fala de Lula, portanto, é também um recado direto: Janja não será silenciada nem confinada ao papel doméstico.
O impacto político
A frase “vai fazer o que quiser” dividiu opiniões. Para apoiadores, simboliza a defesa da liberdade das mulheres, num país ainda marcado por visões conservadoras sobre o papel feminino. Para críticos, reforça a imagem de um governo que não reconhece limites institucionais.
O fato é que, ao transformar a defesa de sua esposa em bandeira, Lula mais uma vez mistura política e vida pessoal — e o resultado é combustível para um debate acalorado que promete render muito mais nos próximos dias.
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